domingo, 27 de abril de 2008

Acaso ...

Do caso ao acaso ... será?
Já faz tempo que me pergunto se as coisas que acontecem na vida são por acaso. Será mesmo?
Momentos, problemas, encontros, desencontros, paixões, amores, vitórias, derrotas, entre tantas outras coisas que possam acontecer, será que ocorrem por acaso?
Ao levantar esses questionamentos, podemos tentar explicá-lo por diversos ângulos. O ângulo da razão, espiritualidade, na verdade um leva ao outro.
Os fatos acontecem e nos leva a ter uma visão racional das coisas, tipo: "Isso estava na cara que acabaria desse jeito", "Eu já sabia que seria assim" ou então "Não precisa pensar muito, pois já temos certeza do final". Sim, concordo em partes, existem algumas coisas em que as evidências levam ao óbvio, é certo que aquilo aconteceu ou acontece do tal jeito, mas se paramos para analisar o seu contexto, como foi que aconteceu, como foi conduzido para chegar aquele resultado, veremos que muitas coisas não são realmente coincidências.
Para os ceticos e muitos outros, nada não passa de coincidências. As coisas aconteceram dessa forma por tinha que ser assim. Mas é muito intrigante, pois existem certos momentos em que algumas coisas aparecem na mesma fase em que você pensa daquele jeito ou então da mesma forma que você quer fazer e nunca imagina que teria alguém para aquilo.
Isso não quer dizer que existe destino, que as coisas estão pré-destinadas a acontecer. Acredito que conduzimos as nossas vidas, mas em determinados momentos as circunstâncias se apresentam para nós de tal forma que parece já feito. Existem diversos caminhos para você chegar ao ápice da montanha, mas a depender da sua postura, do seu momento, das coisas que podem acontecer ou não que vai levar você a chegar mais rápido ou então demorar.
As pessoas que aparecem nas nossas vidas são por acaso? Como explicar você ter uma grande afinidade por uma pessoa que jamais saberia que existia? Como explicar a simpatia de cara com alguém que jamais viu? O que explica a repulsa só em escutar a voz? É coincidência? Acho que não ...
Existem locais que você chaga e tem certeza que você já passou por ali alguma vez. Vmoa a um exemplo: dentro de uma empresa existiam dois ecarregados de uma determinado setor e para divulgação de um certo produto um deles foi escolhido pelo seu superior. Ele teria que viajar a uma certa cidade de outro país e fazer a divulgação. Na semana tudo estava ocorrendo bem só que na véspera o escolhido, de uma hora para outra ficou doente. Logo a decisão do chefe foi enviar o outro. Ao chegar nessa certa cidade, esse rapaz foi fazer o seu dever e ao mesmo tempo passou a sentir algo diferente naquele lugar, algo que lhe fazia buscar alguém ou alguém que ele sabia que estava lá e que tinha uma ligação forte com ele, mas ele não ligou muito pois nunca imaginaria ter nada em uma país tão longe. Voltou para sua cidade de origem. Depois de uns certos anos. Sua mãe muito doente acabou falecendo e no seu leito de morte acabou revelando que ele foi adotado. Depois de dias de pesquisas, nos papeis guardados na casa de sua mãe, o rapaz descobriu que nasceu na cidade que foi fazer a divulgação e que seus pais biológicos eram de lá.
Me diz se aquele aperto que ele sentiu na primeira visita foi por acaso?
Existem situações em que temos que passar para aprender, como uma lição. Existem pessoas que passam nas nossas vidas e deixam marcas tão fortes que não esqueceremos jamais.
Os passos quando se encontram não deixam simplesmente pegadas na areia. Não sou da doutrina espirita, mas falam que algumas coisas não resolvidas em outras vidas voltam para serem resolvidas agora. Amores mal resolvidos, relações familiares complicadas, não importa como venha (a matéria), de alguma forma eles dizem que isso tem que ser resolvido, se não for agora em algum momento será resolvido.
Como falam ... as oportunidades aparecem, não sabemos como e quando, são verdadeiros testes. Verdadeiras lições. Nós que iremos conduzi-las, agarra-las. E o que vai pesar é a vontade, o medo, o receio ... Nós colhemos o que plantamos!
De alguma forma deixamos nossas impressões onde passamos e elas que identificam a nossa matéria e nossas almas.

3 comentários:

SAM disse...

Jeff,

Concordo com sua observação - ângulo da razão, espiritualidade e que um leva ao outro.

Sobre o " Deja vù"..è mesmo muito frequente. Não há quem negue, pelo menos uma passagem na vida.

Quanto as marcas que algumas pessoas deixam, as vezes são profundas e ruins. E tão ruins e negativas que você não pode simplesmente esquecer. Mas primeiro se perdoar por ter se permitido ou submetido a uma situação que normalmente você jamais passaria! É complicado isso. E a maioria que trabalhar o " outro ". Quando nós que temos que resolver subjetivamente.

Nós colhemos o que plantamos! Portanto plante muitas sementes de esperança, amor, alegria que te imunizará ( como faz o nosso próprio sistema imunológico) para combater as ruins.

Boa SORTE!

Beijos!

Girassol disse...

Somos nós que plantamos o que colhemos, sem dúvida alguma.

Um beijo.

www.omeugirassol.blogspot.com
www.vivovermelho.blogspot.com

Fátima Belém disse...

Ola...

Encontrei o teu blog por acaso, na pesquisa de uma imagem sobre este tema "acaso" e encontrei a imagem que me levou ao teu blog.

Gostei de ler. e Acho que vou lendo o resto. Pena que há muito não escreves... escreve lá :)

Já agora, espero que não te importes que use a imagem... se sim, é só dizer.

Boa escrita.